A realidade virtual (VR) deixou de ser uma curiosidade tecnológica para se afirmar como uma ferramenta relevante na área da saúde mental, especialmente no tratamento de perturbações de ansiedade e stress pós-traumático. Mas este caminho passou por diversas etapas.

Breve história
As primeiras experiências de imersão surgiram nos anos 1950 com o Sensorama, seguido nos anos 1960 pelos primeiros capacetes com sensores de movimento. O termo “virtual reality” só foi concretizado em 1989 por Jaron Lanier. A aplicação clínica ganhou força nos anos 1990, quando a psicóloga Barbara Rothbaum, da Universidade de Emory, realizou os primeiros estudos com VR no tratamento da acrofobia. Os resultados positivos abriram portas para o uso da exposição virtual como alternativa ou complemento à exposição tradicional.

Evidência científica
A investigação em VR expandiu-se nas últimas décadas e demonstra resultados consistentes:

- Fobias e ansiedade: A exposição em realidade virtual (VRET) mostra eficácia equivalente à exposição real. Meta-análises indicam efeitos moderados a robustos em fobias como voar, alturas ou animais, e muitos pacientes preferem iniciar o tratamento em ambiente virtual.

- Stress pós-traumático: Programas como o Bravemind permitem expor veteranos a cenários de combate simulados. Ensaios clínicos mostram reduções significativas dos sintomas, comparáveis às terapias convencionais.

- Perturbações sociais e cognitivas: O VR tem sido utilizado em treino de competências sociais em esquizofrenia, reabilitação cognitiva em défice ligeiro de memória e intervenções ligadas à imagem corporal em perturbações alimentares.

- Adesão dos pacientes: As taxas de aceitação são elevadas, com menor recusa do que na exposição tradicional, graças à sensação de segurança e controlo proporcionada pelos ambientes virtuais.

Assim, a VR não é apenas uma alternativa futurista, mas uma ferramenta terapêutica validada, eficaz e personalizável.

Desafios e futuro
Persistem limitações técnicas (enjoo de movimento, falhas de software, custos) e logísticas, como a formação de profissionais e a necessidade de protocolos mais uniformizados. Faltam também estudos de longo prazo sobre a longevidade dos resultados. No entanto, o avanço tecnológico aponta para uma integração crescente da VR na prática clínica — não para substituir a relação terapêutica, mas para a enriquecer.

Uma nova realidade na psicoterapia
O que antes parecia ficção científica tornou-se uma forma concreta de enfrentar medos, treinar competências e melhorar a saúde mental. A VR mostra que é possível unir ciência, tecnologia e humanidade numa nova dimensão de cuidado psicológico.

Sobre o autor do artigo

Um estudo publicado em 21 de julho de 2025 na Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que as pessoas otimistas compartilham padrões de atividade cerebral distintos, especialmente na forma como processam eventos positivos e negativos.

Utilizando ressonância magnética funcional (fMRI), os investigadores deste estudo da Universidade de Kobe no Japão, analisaram a atividade cerebral de 87 participantes enquanto imaginavam eventos futuros classificados como positivos, neutros ou negativos. Após os exames, os voluntários responderam a um questionário para avaliar seu nível de otimismo.

Os resultados mostraram que, no córtex pré-frontal medial (área do cérebro ligada a emoções e pensamentos de projecção do futuro), os otimistas exibem padrões de atividade semelhantes, enquanto pessimistas apresentam respostas mais variadas e individuais.

Os otimistas tendem a imaginar eventos positivos de forma vivida e detalhada, mas processam eventos negativos de maneira mais abstrata, criando uma distância emocional. Essa diferença pode explicar por que razão o otimismo está associado a melhor saúde mental, já que o pessimismo é frequentemente ligado a condições como tristeza e depressão.

A investigação sugere que a expressão "estar na mesma sintonia" pode ter uma base neural, com implicações para estudos sobre empatia, solidão e perturbações mentais. Compreender estes padrões cerebrais pode abrir caminhos para novas abordagens no tratamento de condições relacionadas a pensamentos negativos.

Fonte: Kuniaki Yanagisawa, Ryusuke Nakai, Kohei Asano, and Nobuhito Abe (21 Julho 2025). Optimistic people are all alike: Shared neural representations supporting episodic future thinking among optimistic individuals. Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Disponível em https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2511101122

Mediação de Conflitos Empresariais: Evite litígios Empresariais ou Conflitos Familiares

A Mediação de Conflitos Empresariais é uma ferramenta valiosa para empresas que desejam preservar relacionamentos familiares ou entre sócios de uma empresa, para tentar evitar custosos litígios judiciais. Este serviço oferece uma abordagem colaborativa e eficaz para resolver disputas internas, promovendo a harmonia e a continuidade dos negócios, feito por consultores comportamentais, especialistas em Psicologia Clínica e das Organizações, e sempre que necessário, com colegas de equipa na área da gestão e auditoria.

O Que é a Mediação de Conflitos Empresariais? A Mediação de Conflitos Empresariais é um processo no qual um mediador imparcial (que pode ser uma pessoa ou equipa complementar) ajuda as partes envolvidas a resolverem suas diferenças de forma pacífica e produtiva. Em vez de recorrer aos tribunais, as partes reúnem-se para discutir as suas preocupações, interesses e necessidades, com o objetivo de chegar a um acordo mutuamente benéfico. Este processo respeita o sigilo e confidencialidade necessária de cada um e da sociedade/ empresa, e oferece um ambiente seguro para a comunicação aberta, dado ser coordenado por um Psicólogo e o seu código de ética e deontologia da OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses).

A Importância da Adjudicação deste Serviço:

  1. Preservação dos Relacionamentos Familiares e desenvolvimento pessoal: Sempre a maioria das empresas familiares, os conflitos empresariais podem afectar não apenas os negócios, mas também os laços familiares. A mediação ajuda a manter a comunicação aberta entre os membros da família ou sócios amigos, potenciando que eles trabalhem juntos de forma construtiva.
  2. Economia de Tempo e Recursos: Litígios judiciais podem ser longos e dispendiosos. A mediação é uma alternativa mais rápida e económica, poupando tempo e recursos valiosos para a empresa.
  3. Manutenção da Confidencialidade: Ao contrário de processos judiciais, a mediação mantém as informações confidenciais, protegendo a reputação da empresa e evitando a exposição pública de disputas.
  4. Soluções Sob Medida: A mediação permite que as partes envolvidas criem soluções sob medida para suas necessidades, em vez de dependerem de decisões impostas por um tribunal.
  5. Continuidade do Negócio: Ao evitar litígios prolongados, a mediação ajuda a empresa a manter sua estabilidade e a se concentrar no crescimento e na prosperidade futura.

Como é feito?

Após análise adaptada a cada caso, dada a fragilidade da situação, é feita uma proposta de consultoria comportamental de mediação de conflitos empresariais, onde é planeada um conjunto de horas para a avaliação e diagnóstico das partes, assim como um conjunto de horas alocadas a uma intervenção baseada em comunicação, responsabilidades e necessidades dos dois lados, com espaço para cada um de forma individual e também diálogo entre as partes, para uma tentativa de acordo e resolução do conflito.

Em resumo, a adjudicação de serviços de Mediação de Conflitos Empresariais é essencial para empresas que valorizam relacionamentos familiares ou de amizade entre os seus elementos constituintes, que desejam economizar tempo e recursos, e buscam soluções personalizadas para conflitos internos. Investir na mediação é um passo sábio para promover a harmonia e o sucesso contínuo de seu negócio.

Para pedidos de informação de consultoria comportamental, contacte a nossa equipa de Behavioural Consultancy da CROWE, entidade onde a EME Saúde passou a prestar os seus serviços na área empresarial.

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